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02/02/2004 16:39
Segunda-feira, 08:16, ouvindo Astral weeks do Van Morrisson. O melhor de 2003.
Muito bem, queridos leitores, estou de volta ao meu adorável lar na aclamadíssima Franca do Imperador. Faz MUUUUUUUUITO tempo que não escrevo por aqui, minhas férias foram ótimas mas já é hora de voltar ao trabalho e à minha rotina de ler & e ouvir música de modo sistemático. É evidente que durante as férias e li & e ouvi muitas coisas, também assisti muitos filmes, visitei algumas pessoas e coisas do gênero. Antes de tudo, contudo, creio que devo terminar de descrever Uma casa no fim do mundo, não? Bem, embora o ano tenha apenas começado e, portanto, ainda seja muito cedo para afirmações do tipo, esse livro certamente figurará na minha lista dos melhores, talvez por seu estilo leve, talvez por sua trama fantástica ou talvez por conta das paisagens sulinas que lhe deram uma aura bastante peculiar; todos que leram Proust sabem que as coisas mais simples e banais têm o poder de evocar o mundo que as rodeava quando então tomamos contato com elas, e toda vez que me recordar de minha viagem recordarei do livro & vice-versa, de meus pensamentos & sentimentos e de todo um período de minha vida banal, é claro, mas enfim, um período da minha vida. Quanto ao livro em si, não posso dizer mais nada sobre a trama, apenas que é uma obra prima e coisas do gênero.
Bem, eu adoraria comentar todas as coisas que li & ouvi & assisti durante as férias mas isso entediaria vocês até a morte e tomaria um tempo considerável da minha vida; assim, vou apenas apresentar breves indicações:
Filmes
A estrada perdida, Cidade dos sonhos e mais recentemente, já em Franca, reviO homem-elefante, de David Lynch, todos clássicos absolutos
Spider, de David Cronenberg, certamente uma das maiores obras primas desse século
Passagem para a Índia, de David Lean
Cidadão Kane, de Orson Welles, sem comentários né?
Chocolate, de Lasse Hallström
X-Men 2, de Bryan Singer
Gênio indomável, de Gus Van Sant
Tia Danielle: perversa e perigosa, de Etienne Chatiliez (péssimo)
Jerry Maguire, de Cameron Crowe, que eu assisti por culpa do King Mob
Barfly, que foi traduzido infamemente por Condenados pelo vício, de Barbet Schroeder
Stigmata, de Rupert Wainwright
Bent, de Sean Mathias
bem como algumas outras coisas que eu já conhecia, como A liga extraordinária, O paciente inglês e Três formas de amar.
Livros
David Cooperfield, de Charles Dickens
Obra completa de Lautréamont, simplesmente obrigatório
Tônio Kroeger & Morte em Veneza, de Thomas Mann
Uma casa no fim do mundo, de Michael Cunninghan
Tractatus Logico-Philosophicos, de Ludwig Wittgenstein
e atualmente estou lendo No caminho de Guermantes, terceiro volume de Em busca do tempo perdido de todo-mundo-sabe-quem.
Música
Os clássicos das férias foram Astral weeks do Van Morrison, Surrealistic pillow do Jefferson Airplane, White light/white heat do Velvet Underground e, é claro, o Rumours do Fleetwood Mac. Só comecei a ouvir coisas novas quando voltei de Pelotas com alguns discos e quando o King Mob apareceu em SP, quando compramos um monte de coisas e quando ele me apresentou um monte de outras.
Bem, comprei mais um monte de discos, como o Astral weeks, o Surrealistic pillow e o Disraeli gears do Cream, muito raros, + o New York do Lou Reed e The other side of mirror de Stevie Nicks, uma ex-integrante do Fleetwood em carreira solo aliás, uma péssima carreira. Também comprei um CD mais recente do Fleetwood, Tango into the night, de 1987, péssimo. Em vinil ainda comprei o clássico The dark side of the moon do Pink Floyd, que dispensa maiores apresentações.
Por outra lado gravei algumas coisas que o King descolou, como o Blue da Joni Mitchell e o American beauty do Grateful Dead ambos excelentes.
E quando a Rô voltou de Portugal eu ganhei a coletânea Permanent do Joy Division, uma preciosidade por conter todos os singles da banda, bem como o romance O chão que ela pisa, de Salman Rushdie.
Bem, essas foram minhas férias, acho que já chega, né?
O fim de ano é uma época propícia para reflexões e balanços, como já comentei em algum lugar, mas como eu não estive on-line fui poupado disso tudo; mas é claro que eu não poderia deixar de apresentar minhas listas de fim-de-ano. Assim, aqui vai o melhor de 2003:
5 melhores romances
1 Em busca do tempo perdido de Marcel Proust
2 Mrs. Dalloway de Virginia Woolf
3 V. de Thomas Pynchon
4 Pergunte ao pó de John Fante
5 Plastic Jesus de Poppy Z. Brite
5 melhores filmes
1 A estrada perdida de David Lynch
2 As horas de Stephen Daldry
3 Cidadão Kane de Orson Welles
4 Ondas do destino de Lars von Trier
5 Quase famosos de Cameron Crowe
5 melhores CDs (tarefa impossível)
1 Rumours do Fleetwood Mac
2 Astral weeks do Van Morrison
3 Surrealistic pillow do Jefferson Airplane
4 Hunky Dory do David Bowie
5 Revolver dos Beatles
enviada por Delli
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