O chá sussurrado




19/12/2004 15:34
The end

Bem, esse é o fim. Creio que não precisamos de muitas palavras. Gostaria apenas de fazer uma última mesura à certos leitores..... Alguns deles, em tempos distintos, demonstraram certa curiosidade pelo título do blog, de fato nunca “explicado”. Eu me julgava diante do título de um poema, escrito há muito tempo, mas consultando antigos cadernos descobri que na verdade tratava-se apenas de uma frase do poema em questão... de qualquer modo, creio que isso pode tomar alguns minutos de vocês.

Mergulho no Lethe

Havia um local
de sonho
inapreensível
difícil dizer com palavras
se acordado ou adormecido
um chá sussurrado
um belo papel de parede
um local bem claro
como
Beleza roubada
eu tomava chá
chá gelado
uma garota
com um chapéu com um véu
uma garota às minhas costas
sussurrou-me um bilhete
“encontro marcado”
impossível ver além de seu véu
sua voz de sonho real
único vestígio
em um corredor apertado
ela segurava minhas mãos
cada beijo
assemelhava-se
a um mergulho no Lethe
como cheguei como saio
“shhhhhhhh.....”


enviada por Delli



17/09/2004 14:43
PJ, I'll bring you my love.

Será verdade? A deusa PJ Harvey realmente colocará seus adoráveis pés em terras tupiniquins? Serei eu realmente agraciado com sua venerável presença?



enviada por Delli



13/09/2004 18:47
Top 5 antes do The Rapture.

Realmente não sei como fiquei tanto tempo sem ouvir a maior preciosidade da música pop da década, o disco Echoes do The Rapture - simplesmente devastador! Finalmente o Roberto me emprestou essa maravilha, assim como algumas coisas mais novas, e estou simplesmente chapado. Eu tinha um novo 'top five' em mente mas esse disco vai bagunçar minha cabeça: assim, aqui vai a lista que precedeu essa revolução musical.

Top 5:
1 - Suzanne Vega - Retrospective
2 - Franz Ferdinand - Franz Ferdinand
3 - Massive Attack - Blue lines
4 - Interpol - Turn on the bright lights
5 - Saint Etienne - Finisterre

enviada por Delli



09/08/2004 16:25
Segunda-feira, 16:26 (segundo o relógio local).

Queridos leitores, minhas férias foram..... foram..... bem, foram. Melhor não falar sobre isso.
Musicalmente, voltei à modernidade.

Top 5:
1 - Interpol - Turn on the bright lights
2 - Saint Etienne - Finisterre
3 - Heather Nova - South
4 - Vive la Fête! - Nuit blanche
5 - Placebo - Sleeping with ghosts

enviada por Delli



20/06/2004 22:31
Ok, senhoras e senhores: minha noite no Lobão foi uma catástrofe.
Sem comentários, certo?
Por outro lado, na sexta eu fui em um bar gay muito louco, com um pessoal legal; e fui convidado para discotecar na próxima sexta, acho que dessa vez vai...

enviada por Delli



14/06/2004 17:51
Aqui estou eu, querido blog; sabe que ando quebrando meus limites? Dormi 30 horas de ontem para hoje, eu que durmo 7; estou acamado, capotado, com cólica renal, que nem sei da onde vem. Não consigo ler, nem escrever nem fazer nada; estou literalmente caído. Quando posso me lanço à leitura de On the road - finalmente consegui esse livro raro e maldito, graças à L&PM, uma editora que quase poderíamos chamar de beat – e é claro que estou pirando. Minha vida mudou muito nos últimos meses – seja lá o que isso queira dizer. Tenho tentando dedicar minha vida à alguma coisa, mas todos devem saber que essa não é uma tarefa fácil. A única salvação da noite francana tem sido a Clash, no Lobão, onde vou discotecar na quinta, se tiver melhorado...

enviada por Delli



06/05/2004 14:25
Reunião literária (dois passos antes do fim).

Queridos leitores, durante essa semana mais um suspiro de vida literária animou nossa adorável cidade: o famoso bar do "Fish" foi o palco de estréia de um novo grupo literário criado à partir das cinzas do Haicai; acho que já falei dele, e principalmente dos saraus que realizamos. O jovem Parnasso (conhecido também como Hermes), com seu idelismo caracaterístico, tanto fez que conseguiu organizar mais um grupo em torno das belas letras; embora nem todos tenham participado, a reunião foi muito agradável e proveitosa, com a discussão de um texto razoavelmente já consagrado de Edgar Allan Poe, Willian Wilson (alguém aí já leu)? Bem, como vocês já devem ter percebido, não estou para muitas palavras atualmente, de modo que deixarei que algumas (poucas) fotos falem por mim, assim como os futuros comentários dos membros do grupo.
Um último detalhe: em um momento de desvairio (foram muitos, se bem me lembro), alguém sugeriu que o grupo de auto-intitulasse Os flanêurs coxinhas, o que demostra bem o absurdo da noite.





E aqui, uma foto de nosso grande mentor, o Parnasso:



enviada por Delli



19/04/2004 09:53
Boulevard of Broken Dreams
Marianne Faithfull

I walk along the street of sorrow
The boulevard of broken dreams
Where gigolo and gigolette
Can take a kiss without regret
Till they forget their broken dreams.

You laugh tonight and cry tomorrow
When you behold your shattered schemes.
And gigolo and gigolette
Wake up to find their eyes are wet
With tears that tell of broken dreams.

Here is where you'll always find me,
Always walking up and down,
But I left my soul behind me
In an old cathedral town.

The joy that you find here, you borrow,
You cannot keep it long, it seems.
And gigolo and gigolette
Still sing a song and dance along
The boulevard of broken dreams.

Da, da, da, da, da, da, da,
Da, da, da, da, da, da, da.
Da, da, da, da, da, da, da.

The joy that you find here, you borrow,
You cannot keep it long, it seems.
And gigolo and gigolette
Still sing a song and dance along
The boulevard of broken dreams.

enviada por Delli



10/03/2004 09:23
Segunda-feira, 16:33, ouvindo Outubro ou nada da Bidê ou Balde. Blogs ausentes.

Acho que estou retomando uma certa disciplina literária; no domingo li Um bonde chamado desejo, de Tennessee Williams; e hoje comecei O livro dos sonhos de Jack Kerouac. Não vi nada demais no primeiro; fiquei levemente impressionado com a figuração dos ambientes, cheios de cores, temperaturas e música, mas a narrativa em si... Talvez eu tenha alguma dificuldade com o teatro, não sei...
O fim de semana foi razoável: no sábado fomos com o King Mob ao Sesi, assistir à peça Primus, uma livre adaptação de um texto de Kafka detonando a humanidade, como é de praxe; e depois fomos ao 3 Flags Pub, do inglês Paul, onde está rolando uma extensão do projeto eletro-clash do Lobão; o público é bem diferente, mais elitizado, e o som também é mais acessível, mais house e drum’n’bass. Esse projeto começou no dia 28 de fevereiro, paralelo às quintas no Lobão, mas não tenho curtido muito; acho que o ambiente sujo do Lobão é muito mais rock’n’roll, sem falar que é muito + barato...
Mas o post de hoje é dedicado aos blogs ausentes: de um lado a Littera (//littera.blogger.com.br) precisou abandonar sua página pessoal, e de outro o Roberto, um dos meus grande amigos, resolveu pendurar de vez o teclado (//betaun.blig.ig.com.br). Por outro lado, o blog do João voltou ao ar (//blogdoninja.blig.ig.com.br), especialmente agora que ele entrou na Usp, e outro grande amigo meu abriu uma página, o Duda (//caleidoscopiodelagrimas.zip.net). Estou com saudades do pessoal de São Paulo (Duda, João e Rodrigo), sei que mal cheguei à Franca, mas ninguém controla muito bem esse tipo de sentimento, né? Além do mais, agora que o Rob está namorando também nem liga para os amigos.... mas essa é uma atitude bastante natural quando nos apaixonamos; natural, mas socialmente pouco saudável; de qualquer modo, vida longa aos blogs novos e ressuscitados, e vida nova para aqueles que estão partindo...

enviada por Delli



08/03/2004 11:39
Sábado, 16:38, ouvindo Trailer park da Beth Orton. Um pouco de nada.

Acabo de ler 1933 foi um ano ruim, um dos textos inéditos de John Fante publicado em pocket pela L± não chega nem aos pés de Pergunte ao pó, mas vale por ser um Fante; ele recria de modo marcante o clima angustiante da depressão norte-americana pós crack de 29 – e só. Um texto menor, enfim. A cena final é de uma tragicidade lírica impressionante, mas poucos livros se sustentam com uma única cena – e esse não é um deles.
Também terminei de ler hoje o terceiro volume de Em busca do tempo perdido, À caminho de Guermantes. Creio que já falei sobre as “zonas de nulidade” da literatura, uma característica exclusiva do romance modernista: passagens e mesmo páginas e páginas em que nada acontece, em que o autor testa o leitor, adiando eventos significativos e intensificando a tensão e a expectativa pelo andamento da trama estabelecida; são as 120 páginas iniciais de Crime e castigo, em que o leitor sabe que algo fantástico, definitivo e aterrador está para acontecer mas nada acontece; são cerca de 150 páginas em V., onde simplesmente NADA acontece. Embora Em busca do tempo perdido tenha muitos momentos assim, parece-me que Proust escolheu esse terceiro volume – que, diga-se de passagem, é o maior de todos, com 532 páginas – como uma gigantesca zona de nulidade: NADA ACONTECE. Os acontecimentos significativos são tão poucos que podem ser enumerados em poucas linhas, e ocupam precisamente algo em torno de 120 páginas do livro: a avó de Marcel morre; Albertine repentinamente resolve ficar com ele; e, finalmente, ele é convidado para jantar com a duquesa de Guermantes, quando já não se sente completamente apaixonado por ela. As últimas páginas saltam à trama: de modo intenso e surpreendente a narrativa sofre uma inesperada convulsão, a ordem é abolida e o leitor incauto, tanto quanto Marcel e a duquesa de Guermantes, fica atônito diante da inexorabilidade dos fatos. Evidentemente, não vou revelar do que se trata... Sinto apenas que estou demorando demais para concluir a trama, se continuar nesse ritmo só vou terminar o último volume em dezembro...
Não tenho feito muitas coisas. Como ainda não consegui uma vitrola me sinto meio out – e nossa eternamente adiada viagem para o Rio de Janeiro só piora a situação. Estamos planejando ir para o Rio desde outubro, e eu simplesmente não consigo dar um rumo para minha pesquisa porque não tenho material... Assim, fico meio que sem fazer nada; assim como esse post, que não diz muita coisa. Tenho algumas coisas mais interessantes em pauta, mas não consigo me concentrar em nada. Assim...
Bem, musicalmente também ando devagar. Estou ouvindo o Forever changes, do Love, que não achei grande coisa; algumas faixas são interessantes, mas não têm nada de especial... Parece-me que o som deles influenciou bastante o Belle & Sebastian, especialmente o da fase The boy with the arab strap, algumas faixas são simplesmente idênticas... Também estou ouvindo o Do you like my tight sweater?, do Moloko, algo entre o Cibbo Mato, o Solex e o Supreme Beings of Leisure. A sonoridade é extremamente complexa, com algumas letras bem interessantes, mas o vocal não ajuda muito – o mesmo problema que encontrei com a Bidê ou Balde, em seu segundo disco: Outubro ou nada. Resolvi enfrentar minha natural antipatia por bandas nacionais e estou tentando conhecer algumas coisas mais novas, e devo admitir que estou gostando muito da Bidê – ainda que lamente o fato de ter que ouvi-los em CD: em vinil seria MUUUUUUUUUUUITO melhor. Sua sonoridade não deve nada ao que é produzido lá fora, e as músicas têm um clima casual, próximo, algo familiar, algo que me agrada muito, pelas reminiscências do sul, certamente; uma certa naturalidade, uma certa pureza, a simplicidade de algumas letras... I can´t explain. Cheio de energia, carregado de guitarras possantes e letras criativas; por vezes o vocal incomoda, como já adiantei, bem como a influência da surf music à lá B–52´s, evocando temas levemente infantis, mas enfim, o álbum me cativou, o que é ótimo.

enviada por Delli



28/02/2004 17:32
Domingo, 23:33, ouvindo Transformer, do Lou Reed. A lista da Stone.

Desde o lançamento de Alta fidelidade, de Nick Hornby, as listas se tornaram um fetiche e, ao mesmo tempo, um ritual fundamental no cotidiano pop do mundo contemporâneo. Assim, como eu poderia me mostrar indiferente à recente lista dos 500 melhores discos da história, lançada pela revista inglesa Rolling Stone?
A lista tem, certamente, seus méritos e seus defeitos; como já nos advertia Rob Gordon, qual lista consegue contemplar tudo e todos? Listas devem ser diretas, sem frescuras ou critérios como objetividade/subjetividade – parâmetros completamente vagos e, na verdade, quase metafísicos. Uma lista é a expressão de uma verdade, de um interesse. No presente caso, de quem? Da indústria da música contemporânea, de um bando de dinossauros ainda entronizados no poder, dos jovens que ainda dedicam seus salários surrados à compra de discos, aos clubes e às rádios? Ou a Stone estaria apenas tentando revitalizar o mercado fonográfico? Todas essas respostas certamente não esgotam o campo dos possíveis à nossa disposição nessa discussão, e mesmo todas elas combinadas talvez não possam responder plenamente à indagação inicial. Talvez essa lista seja apenas uma “brincadeira”, que eles fizeram apenas para matar o tempo... De qualquer modo, eu gostaria de comentar essa listinha...
Merecidamente, alguns nomes antológicos ocupam posições de destaque: dos 10 primeiros, 4 são dos Beatles (o meu favorito é o Revolver). O Pet souds, dos Beach Boys, vem em segundo, um clássico absoluto. Dos 10 +, dois ainda vão para Bob Dylan – o que talvez seja um exagero, aliás, como 4 Beatles... Algumas menções importantes: Astral weeks, do Van Morrisson, em 19; o Blue, da Joni Mitchell, em 30; e o Rumours, do Fleetwood Mac, em 25.
Dos 100 +, é notória a esmagadora presença dos anos 60/70; pouquíssimas bandas mais novas conquistaram espaço: Nirvana, U2 e Guns n’ Roses – o que certamente é um absurdo.
O número de bandas injustiçadas com posições ridículas é tão alto que tenho até medo de comentar; de qualquer modo, vamos lá: o primeiro disco do Bowie a ser laureado é o ultra-clássico Ziggy Stardust, em 35... Maior espanto causa a posição de The dark side of the moon de todo-mundo-sabe-quem: 43. Muito bizarro é ver bandas extremamente conceituadas com posições indecentes, como é o caso de Neil Young (primeira aparição em 71), Cream (101) e Jefferson Airplane (146). Como justificar a posição do lendário Aqualung, em 337? Ou de American beauty, do Grateful Dead, em 258? Tenho até vergonha de apontar a posição de Raw power, dos Stooges: 125 – com essa, Lester Bangs invadiria a redação da Stone e mataria um por um. Vergonha ainda maior: Transformer, do Lou Reed (esse que estou ouvindo), só aparece em 194, uma posição depois do Green Day (o Lester mataria os caras da banda, mesmo detestando a fase andrógina de Reed). Alguns discos simplesmente vitais para a história da música pop, considerados geniais, explosivos ou determinantes estão bem colocados, como é o caso de Nevermind do Nirvana, London calling do Clash e Never mind the bollocks; mas outros estão à mingua, como o Closer, do Joy Division (157), o Ten do Pearl Jam (207), o Doolitle dos Pixies (226 – não tinha recebido segundo lugar, um dia desses?) e o Psycho candy do Jesus & Mary Chain (268). Sem falar em Odelay, de todo mundo sabe quem: 305. A primeira aparição do Radiohead só se dá na posição 110, com The bends. Ao que parece, a revista resolveu dar uma de conservadora, esfriando um pouco o culto à nova fase da banda, que emplacou ainda o célebre Ok computer em 162 e Kid A em 408. Mas como podem os Smiths aparecer na esdrúxula posição 216, com The queen is dead? Onde estes caras estiveram nas últimas décadas? Bandas importantes em posições indecentes: Black Sabbath (130), Sonic Youth (329), Moby (341), Smashing Pumpkins (360), Björk (373), PJ Harvey (405), Portishead (419) e Hole (466). É incompreensível como o genial Mezzanine só venha a aparecer em 412, depois do Blue lines (395), o álbum menos inspirado do Massive Attack. Da nova safra, “a salvação do rock”, só duas bandas emplacaram: Strokes (367) e The White Stripes (390). Ilustres ausentes: Stone Roses, Primal Scream, Pulp, Placebo e Suede.
Agora, mais raiva causa ainda um número enorme de desajustados que não só apareceram na lista, como em posições completamente imerecidas. Como o novíssimo All that you can’t leave behind do U2 pôde aparecer antes do clássico War? Por que motivo o Pavement apareceu em 134? E por que porra de motivo o Eminen emplacou 3 discos de sua pífia carreira? Outro nome que causa arrepios é o do No doubt, que emplacou 2 de suas maiores pérolas...
A iniciativa da Stone é muito boa, sem falar na referência ultra-especial à Alta fidelidade - 5 x 100 = ... Mas algumas posições e escolhas são absurdas, sem falar na falta de critérios. É possível incluir discos de jazz em uma seleção de música pop? Se esse gênero fosse levado à sério, deveria ocupar as primeiras posições, sem sombra de dúvida. Agora, se realmente valesse tudo, é evidente que a lista deveria ser liderada por Beethoven, Bach, Mozart, Chopin e Wagner!!!! É interessante avaliar a posição das bandas novas ao lado das clássicas, mas na maioria dos casos a distância é grande e injustificada demais; por outro lado, as bandas novas que alcançaram posições mais altas, como Nirvana e The Clash, estão devidamente alocadas? Ou suas posições indicam apenas modismos?
Vale ressaltar, esta foi uma grande iniciativa da Stone; estamos diante de um fenômeno cultural que merece alguma atenção e que, de algum modo, servirá como um divisor de águas. Nossas referências se limitam à extensão de nosso universo pessoal; eu mesmo não conheço a metade dos discos citados. É evidente que as escolhas dos críticos estão ligadas à suas vivências, aos momentos que eles viveram. Assim, é natural que coisas mais velhas tenham sido privilegiadas; tão natural quanto nossa indignação diante de tantos dinossauros. Devemos nos atentar também para um ponto fundamental: a indústria cultural de outrora não é a mesma de hoje; embora ela exista desde os primórdios do rock’n’roll, e possamos encontrar seus contornos mesmo antes de 53, parece-me que as bandas de 60/70 tinham mais substância do as de 90/00. Pode ser apenas uma nostalgia bizarra, mas de algum modo acredito nisso. Cada época tem suas estrelas, mas poucas delas permanecem brilhando com o passar dos anos. Quantas bandas surgidas nos últimos cinco anos chegaram aos dias de hoje? E quantas ainda vão durar mais 15? Bob Dylan, por exemplo, foi catapultado por um trio esquisitíssimo da década de 60, Peter, Paul and Mary. Hoje ninguém sabe quem eles são, e nem a Stone reconheceu a importância da banda. O tempo, de fato, destrói tudo (e espero ardentemente que destrua o Limp Bizkit). É claro, a próxima lista será muito diferente desta.

enviada por Delli



17/02/2004 14:02
Terça-feira, 14:15.

I'm Dream!
Which Member of the Endless Are You?

enviada por Delli



10/02/2004 17:05
Terça-feira, 17:05, sem trilha sonora. Sophia Andresen.

Estou lendo uma poeta portuguesa, chamada Sophia de Mello Breyner Andresen; suas criações não são espetaculares, mas algumas guardam grande beleza. Aqui vão alguns poemas e fragmentos, enquanto meu texto sobre a lista da Stone não sai:

Nunca mais

Nunca mais
Caminharás nos caminhos naturais.

Nunca mais te poderás sentir
Invulnerável, real e densa.
Para sempre está perdido
O que mais do que tudo procuraste:
A plenitude de cada presença.

E será sempre o mesmo sonho, a mesma ausência.


Níobe transformada em fonte

(adaptado de Ovídio)

Os cabelos embora o vento passe
Já não se agitam leves. O seu sangue
Gelando já não tinge a sua face.
Os olhos param sob a fronte aflita.
Já nada nela vive nem se agita.
Os seus pés já não podem formas passos,
Lentamente as entranhas endurecem
E até os gestos gelam nos seus braços.

Mas os olhos de pedra não esquecem.
Subindo do seu corpo arrefecido,
Lágrimas lentas rolam pela face,
Lentas rolam, embora o tempo passe.


Os deuses

Nasceram como um fruto da paisagem.
A brisa dos jardins, a luz do mar,
O branco das espumas e o luar
Extasiados estão na sua imagem.


Eurydice

[...]

Veio com ar de alguém que não existe
Falava-me de tudo quanto morre
E devagar no ar quebrou-se triste
De ser aparição água que escorre.


Assassinato de Simoneta Vespucci

[...]

Vê como os homens se tornam animais
E como os animais se tornam anjos
E um só irrompe e faz um lírio de si mesmo.


Tu e eu vamos

Tu e eu vamos
No fundo do mar
Absortos e correntes e desfeitos.
Transparente
À tona do teu rosto vêm peixes
E vem comigo
Morto, morto, morto,
Morto em cada imagem.


Morta

[...]
Subitamente
Agarro perco a forma do teu rosto:

Como tu és fresca!
Passas e dos teus dedos correm fontes.
Como tu és leve,
Mais leve do que uma dança!

enviada por Delli



02/02/2004 16:50
Segunda-feira, 16:09, sem trilha sonora. Os 500 melhores discos da história.

Como leitores bem informados e descolados, todos vocês devem saber que recentemente a Rolling Stone publicou uma polemissíssima lista com os 500 melhores disco da história. Será que o álbum favorito de vocês sequer aparece? Bem, confira abaixo...

A lista dos 500 melhores da Rolling Stone


1. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, The Beatles
2. Pet Sounds, The Beach Boys
3. Revolver, The Beatles
4. Highway 61 Revisited, Bob Dylan
5. Rubber Soul, The Beatles
6. What's Going On, Marvin Gaye
7. Exile on Main Street, The Rolling Stones
8. London Calling, The Clash
9. Blonde on Blonde, Bob Dylan
10. The Beatles ("The White Album"), The Beatles
11. The Sun Sessions, Elvis Presley
12. Kind of Blue, Miles Davis
13. Velvet Underground and Nico, The Velvet Underground
14. Abbey Road, The Beatles
15. Are You Experienced?, The Jimi Hendrix Experience
16. Blood on the Tracks, Bob Dylan
17. Nevermind, Nirvana
18. Born to Run, Bruce Springsteen
19. Astral Weeks, Van Morrison
20. Thriller, Michael Jackson
21. The Great Twenty-Eight, Chuck Berry
22. Plastic Ono Band, John Lennon
23. Innervisions, Stevie Wonder
24. Live at the Apollo (1963), James Brown
25. Rumours, Fleetwood Mac
26. The Joshua Tree, U2
27. King of the Delta Blues Singers, Vol. 1, Robert Johnson
28. Who's Next, The Who
29. Led Zeppelin, Led Zeppelin
30. Blue, Joni Mitchell
31. Bringing It All Back Home, Bob Dylan
32. Let It Bleed, The Rolling Stones
33. Ramones, Ramones
34. Music From Big Pink, The Band
35. The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars, David Bowie
36. Tapestry, Carole King
37. Hotel California, The Eagles
38. The Anthology, 1947 - 1972, Muddy Waters
39. Please Please Me, The Beatles
40. Forever Changes, Love
41. Never Mind the Bollocks, Here's the Sex Pistols, The Sex Pistols
42. The Doors, The Doors
43. The Dark Side of the Moon, Pink Floyd
44. Horses, Patti Smith
45. The Band, The Band
46. Legend, Bob Marley and the Wailers
47. A Love Supreme, John Coltrane
48. It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back, Public Enemy
49. At Fillmore East, The Allman Brothers Band
50. Here's Little Richard, Little Richard
51. Bridge Over Troubled Waters, Simon and Garfunkel
52. Greatest Hits, Al Green
53. The Birth of Soul: The Complete Atlantic Rhythm and Blues Recordings, 1952 - 1959, Ray Charles
54. Electric Ladyland, The Jimi Hendrix Experience
55. Elvis Presley, Elvis Presley
56. Songs in the Key of Life, Stevie Wonder
57. Beggars Banquet, The Rolling Stones
58. Trout Mask Replica, Captain Beefheart and His Magic Band
59. Meet the Beatles, The Beatles
60. Greatest Hits, Sly and the Family Stone
61. Appetite for Destruction, Guns n' Roses
62. Achtung Baby, U2
63. Sticky Fingers, The Rolling Stones
64. Phil Spector, Back to Mono (1958 - 1969), Various Artists
65. Moondance, Van Morrison
66. Led Zeppelin IV, Led Zeppelin
67. The Stranger, Billy Joel
68. Off the Wall, Michael Jackson
69. Superfly, Curtis Mayfield
70. Physical Graffiti, Led Zeppelin
71. After the Gold Rush, Neil Young
72. Purple Rain, Prince
73. Back in Black, AC/DC
74. Otis Blue, Otis Redding
75. Led Zeppelin II, Led Zeppelin
76. Imagine, John Lennon
77. The Clash, The Clash
78. Harvest, Neil Young
79. Star Time, James Brown
80. Odessey and Oracle, The Zombies
81. Graceland, Paul Simon
82. Axis: Bold as Love, The Jimi Hendrix Experience
83. I Never Loved a Man the Way I Love You, Aretha Franklin
84. Lady Soul, Aretha Franklin
85. Born in the U.S.A., Bruce Springsteen
86. Let It Be, The Beatles
87. The Wall, Pink Floyd
88. At Folsom Prison, Johnny Cash
89. Dusty in Memphis, Dusty Springfield
90. Talking Book, Stevie Wonder
91. Goodbye Yellow Brick Road, Elton John
92. 20 Golden Greats, Buddy Holly
93. Sign 'o' the Times, Prince
94. Bitches Brew, Miles Davis
95. Green River, Creedence Clearwater Revival
96. Tommy, The Who
97. The Freewheelin' Bob Dylan, Bob Dylan
98. This Year's Model, Elvis Costello
99. There's a Riot Goin' On, Sly and the Family Stone
100. In the Wee Small Hours, Frank Sinatra
101. Fresh Cream, Cream
102. Giant Steps, John Coltrane
103. Sweet Baby James, James Taylor
104. Modern Sounds in Country and Western Music, Ray Charles
105. Rocket to Russia, Ramones
106. Portrait of a Legend 1951 - 1964, Sam Cooke
107. Hunky Dory, David Bowie
108. Aftermath, The Rolling Stones
109. Loaded, The Velvet Underground
110. The Bends, Radiohead
111. Court and Spark, Joni Mitchell
112. Disraeli Gears, Cream
113. The Who Sell Out, The Who
114. Out of Our Heads, The Rolling Stones
115. Layla and Other Assorted Love Songs, Derek and the Dominos
116. At Last, Etta James
117. Sweetheart of the Rodeo, The Byrds
118. Stand!, Sly and the Family Stone
119. The Harder They Come Original Soundtrack, Various Artists
120. Raising Hell, Run-DMC
121. Moby Grape, Moby Grape
122. Pearl, Janis Joplin
123. Catch a Fire, Bob Marley and the Wailers
124. Younger Than Yesterday, The Byrds
125. Raw Power, The Stooges
126. Remain in Light, Talking Heads
127. If You Can Believe Your Eyes and Ears, The Mamas and the Papas
128. Marquee Moon, Television
129. 40 Greatest Hits, Hank Williams
130. Paranoid, Black Sabbath
131. Saturday Night Fever Original Soundtrack, Various Artists
132. The Wild, the Innocent and the E Street Shuffle, Bruce Springsteen
133. Ready to Die, The Notorious B.I.G.
134. Slanted and Enchanted, Pavement
135. Greatest Hits, Elton John
136. Tim, The Replacements
137. The Chronic, Dr. Dre
138. Rejuvenation, The Meters
139. All That You Can't Leave Behind, U2
140. Parallel Lines, Blondie
141. Live at the Regal, B.B. King
142. Phil Spector, A Christmas Gift for You, Various Artists
143. Gris-Gris, Dr. John
144. Straight Outta Compton, N.W.A
145. Aja, Steely Dan
146. Surrealistic Pillow, Jefferson Airplane
147. Dreams to Remember: The Otis Redding Anthology, Otis Redding
148. Deja Vu, Crosby Stills Nash and Young
149. Houses of the Holy, Led Zeppelin
150. Santana, Santana
151. Darkness on the Edge of Town, Bruce Springsteen
152. The B-52's, The B-52's
153. Moanin' in the Moonlight, Howlin' Wolf
154. The Low End Theory, A Tribe Called Quest
155. Pretenders, The Pretenders
156. Paul's Boutique, Beastie Boys
157. Closer, Joy Division
158. Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy, Elton John
159. Alive, Kiss
160. Electric Warrior, T. Rex
161. The Dock of the Bay, Otis Redding
162. OK Computer, Radiohead
163. 1999, Prince
164. Heart Like a Wheel, Linda Ronstadt
165. Let's Get It On, Marvin Gaye
166. Imperial Bedroom, Elvis Costello
167. Master of Puppets, Metallica
168. My Aim Is True, Elvis Costello
169. Exodus, Bob Marley
170. Live at Leeds, The Who
171. The Notorious Byrd Brothers, The Byrds
172. Every Picture Tells a Story, Rod Stewart
173. Something/Anything?, Todd Rundgren
174. Desire, Bob Dylan
175. Close to You, The Carpenters
176. Rocks, Aerosmith
177. One Nation Under a Groove, Parliament/Funkadelic
178. Greatest Hits, The Byrds
179. The Anthology 1961 - 1977, Curtis Mayfield and the Impressions
180. The Definitive Collection, Abba
181. The Rolling Stones, Now!, The Rolling Stones
182. Natty Dread, Bob Marley and the Wailers
183. Fleetwood Mac, Fleetwood Mac
184. Red Headed Stranger, Willie Nelson
185. The Stooges, The Stooges
186. Fresh, Sly and the Family Stone
187. So, Peter Gabriel
188. Buffalo Springfield Again, Buffalo Springfield
189. Happy Trails, Quicksilver Messenger Service
190. From Elvis in Memphis, Elvis Presley
191. Funhouse, The Stooges
192. The Gilded Palace of Sin, The Flying Burrito Brothers
193. Dookie, Green Day
194. Transformer, Lou Reed
195. Bluesbreakers, John Mayall With Eric Clapton
196. Nuggets: Original Artyfacts from the First Psychedelic Era 1965 - 1968, Various Artists
197. Murmur, R.E.M.
198. The Best of, Little Walter
199. Highway to Hell, AC/DC
200. The Downward Spiral, Nine Inch Nails
201. Parsley, Sage, Rosemary and Thyme, Simon and Garfunkel
202. Bad, Michael Jackson
203. Wheels of Fire, Cream
204. Dirty Mind, Prince
205. Abraxas, Santana
206. Tea for the Tillerman, Cat Stevens
207. Ten, Pearl Jam
208. Everybody Knows This Is Nowhere, Neil Young With Crazy Horse
209. Wish You Were Here, Pink Floyd
210. Crooked Rain, Crooked Rain, Pavement
211. Tattoo You, The Rolling Stones
212. Proud Mary: The Best of Ike and Tina Turner, Ike and Tina Turner
213. New York Dolls, New York Dolls
214. Bo Diddley/Go Bo Diddley, Bo Diddley
215. Two Steps From the Blues, Bobby Bland
216. The Queen Is Dead, The Smiths
217. Licensed to Ill, Beastie Boys
218. Look-Ka Py Py, The Meters
219. Loveless, My Bloody Valentine
220. New Orleans Piano, Professor Longhair
221. War, U2
222. The Neil Diamond Collection, Neil Diamond
223. Howlin' Wolf, Howlin' Wolf
224. Nebraska, Bruce Springsteen
225. The Complete Hank Williams, Hank Williams
226. Doolittle, Pixies
227. Paid in Full, Eric B. and Rakim
228. Toys in the Attic, Aerosmith
229. Nick of Time, Bonnie Raitt
230. A Night at the Opera, Queen
231. The Kink Kronikles, The Kinks
232. Mr. Tambourine Man, The Byrds
233. Bookends, Simon and Garfunkel
234. The Ultimate Collection, Patsy Cline
235. Mr. Excitement!, Jackie Wilson
236. The Who Sings My Generation, The Who
237. Like a Prayer, Madonna
238. Can't Buy a Thrill, Steely Dan
239. Let It Be, The Replacements
240. Run-DMC, Run-DMC
241. Black Sabbath, Black Sabbath
242. The Jerry Lee Lewis Anthology: All Killer No Filler!, Jerry Lee Lewis
243. Freak Out!, The Mothers of Invention
244. Live Dead, Grateful Dead
245. Bryter Layter, Nick Drake
246. The Shape of Jazz to Come, Ornette Coleman
247. Automatic for the People, R.E.M.
248. Reasonable Doubt, Jay-Z
249. Low, David Bowie
250. The River, Bruce Springsteen
251. The Otis Redding Dictionary of Soul, Otis Redding
252. Metallica, Metallica
253. Trans-Europe Express, Kraftwerk
254. Whitney Houston, Whitney Houston
255. The Kinks Are the Village Green Preservation Society, The Kinks
256. The Velvet Rope, Janet Jackson
257. Stardust, Willie Nelson
258. American Beauty, Grateful Dead
259. Crosby Stills and Nash, Crosby Stills and Nash
260. Buena Vista Social Club , Buena Vista Social Club
261. Tracy Chapman, Tracy Chapman
262. Workingman's Dead, Grateful Dead
263. The Genius of Ray Charles, Ray Charles
264. Child Is Father to the Man, Blood, Sweat and Tears
265. Cosmo's Factory, Creedence Clearwater Revival
266. Quadrophenia, The Who
267. There Goes Rhymin' Simon, Paul Simon
268. Psycho Candy, The Jesus and Mary Chain
269. Some Girls, The Rolling Stones
270. The Beach Boys Today!, The Beach Boys
271. Going to a Go-Go, Smokey Robinson and the Miracles
272. Nightbirds, Labelle
273. The Slim Shady LP, Eminem
274. Mothership Connection, Parliament
275. Rhythm Nation 1814, Janet Jackson
276. Anthology of American Folk Music, Harry Smith, ed.
277. Aladdin Sane, David Bowie
278. The Immaculate Collection, Madonna
279. My Life, Mary J. Blige
280. Folk Singer, Muddy Waters
281. Can't Get Enough, Barry White
282. The Cars, The Cars
283. Five Leaves Left, Nick Drake
284. Music of My Mind, Stevie Wonder
285. I'm Still in Love With You, Al Green
286. Los Angeles, X
287. Anthem of the Sun, Grateful Dead
288. Something Else by the Kinks, The Kinks
289. Call Me, Al Green
290. Talking Heads: 77, Talking Heads
291. The Basement Tapes, Bob Dylan and the Band
292. White Light / White Heat, The Velvet Underground
293. Greatest Hits, Simon and Garfunkel
294. Kick Out the Jams, MC5
295. Meat Is Murder, The Smiths
296. We're Only In It For the Money, The Mothers of Invention
297. Weezer (Blue Album), Weezer
298. Master of Reality, Black Sabbath
299. Coat of Many Colors, Dolly Parton
300. Fear of a Black Planet, Public Enemy
301. John Wesley Harding, Bob Dylan
302. The Marshall Mathers LP, Eminem
303. Grace, Jeff Buckley
304. Car Wheels on a Gravel Road, Lucinda Williams
305. Odelay, Beck
306. Songs for Swingin' Lovers, Frank Sinatra
307. Avalon, Roxy Music
308. The Sun Records Collection, Various Artists
309. Nothing's Shocking, Jane's Addiction
310. BloodSugarSexMagik, Red Hot Chili Peppers
311. MTV Unplugged in New York, Nirvana
312. The Miseducation of Lauryn Hill, Lauryn Hill
313. Damn the Torpedoes, Tom Petty and the Heartbreakers
314. The Velvet Underground, The Velvet Underground
315. Surfer Rosa, Pixies
316. Rock Steady, No Doubt
317. The Eminem Show, Eminem
318. Back Stabbers, The O'Jays
319. Burnin', Bob Marley and the Wailers
320. Pink Moon, Nick Drake
321. Sail Away, Randy Newman
322. Ghost in the Machine, The Police
323. Station to Station, David Bowie
324. The Very Best of Linda Ronstadt, Linda Ronstadt
325. Slowhand, Eric Clapton
326. Disintegration, The Cure
327. Jagged Little Pill, Alanis Morissette
328. Exile in Guyville, Liz Phair
329. Daydream Nation, Sonic Youth
330. In the Jungle Groove, James Brown
331. Tonight's the Night, Neil Young
332. Help!, The Beatles
333. Shoot Out the Lights, Richard and Linda Thompson
334. Wild Gift, X
335. Squeezing Out Sparks, Graham Parker
336. Superunknown, Soundgarden
337. Aqualung, Jethro Tull
338. Cheap Thrills, Big Brother and the HoldingCompany
339. The Heart of Saturday Night, Tom Waits
340. Damaged, Black Flag
341. Play, Moby
342. Violator, Depeche Mode
343. Bat Out of Hell, Meat Loaf
344. Berlin, Lou Reed
345. Stop Making Sense, Talking Heads
346. 3 Feet High and Rising, De La Soul
347. The Piper at the Gates of Dawn, Pink Floyd
348. At Newport 1960, Muddy Waters
349. Roger the Engineer (a.k.a. Over Under Sideways Down), The Yardbirds
350. Rust Never Sleps, Neil Young and Crazy Horse
351. Brothers in Arms, Dire Straits
352. 52nd Street, Billy Joel
353. Having a Rave Up With the Yardbirds, The Yardbirds
354. 12 Songs, Randy Newman
355. Between the Buttons, The Rolling Stones
356. Sketches of Spain, Miles Davis
357. Honky Chateau, Elton John
358. Singles Going Steady, Buzzcocks
359. Stankonia, Outkast
360. Siamese Dream, The Smashing Pumpkins
361. Substance, New Order
362. L.A. Woman, The Doors
363. Ray of Light, Madonna
364. American Recordings, Johnny Cash
365. Louder Than Bombs, The Smiths
366. Mott, Mott the Hoople
367. Is This It, The Strokes
368. Rage Against the Machine, Rage Against the Machine
369. Reggatta de Blanc, The Police
370. Volunteers, Jefferson Airplane
371. Siren, Roxy Music
372. Late for the Sky, Jackson Browne
373. Post, Bjork
374. The Eagles, The Eagles
375. The Ultimate Collection (1948 - 1990), John Lee Hooker
376. (What's the Story) Morning Glory?, Oasis
377. CrazySexyCool, TLC
378. Funky Kingston, Toots and the Maytals
379. Greetings from Asbury Park, Bruce Springsteen
380. Sunflower, The Beach Boys
381. Modern Lovers, Modern Lovers
382. More Songs About Buildings and Food, Talking Heads
383. A Quick One (Happy Jack), The Who
384. Pyromania, Def Leppard
385. Pretzel Logic, Steely Dan
386. Enter the Wu-Tang: 36 Chambers, Wu-Tang Clan
387. Country Life, Roxy Music
388. A Hard Day's Night, The Beatles
389. The End of the Innocence, Don Henley
390. Elephant, The White Stripes
391. The Pretender, Jackson Browne
392. Willy and the Poor Boys, Creedence Clearwater Revival
393. Good Old Boys, Randy Newman
394. For Your Pleasure, Roxy Music
395. Blue Lines, Massive Attack
396. Eliminator, ZZ Top
397. Rain Dogs, Tom Waits
398. Anthology, The Temptations
399. Californication, Red Hot Chili Peppers
400. Illmatic, Nas
401. (Pronounced Leh-Nerd Skin-Nerd), Lynyrd Skynyrd
402. Dr. John's umbo, Dr. John
403. Radio Cit, Big Star
404. Sandinisa!, The Clash
405. Rid of e, PJ Harvey
406. I Do Not Want What I Haven't Got, Sinead O'Connor
407. Strange Days, The Doors
408. Time Out of Mind, Bob Dylan
409. 461 Ocean Boulevard, Eric Clapton
410. Pink Flag, Wire
411. Double Nickels on the Dime, Minutemen
412. Mezzanine, Massive Attack
413. Beauty and the Beat, Go-Go's
414. Greatest Hits, James Brown
415. Van Halen , Van Halen
416. Mule Variations, Tom Waits
417. Boy, U2
418. Band on the Run, Wings
419. Dummy, Portishead
420. With the Beatles, The Beatles
421. The "Chirping" Crickets, Buddy Holly and the Crickets
422. The Best of the Girl Groups, Volumes 1 and 2 , Various Artists
423. Greatest Hits, The Mamas and the Papas
424. King of the Delta Blues Singers, Vol. 2, Robert Johnson
425. Changesone, David Bowie
426. The Battle of Los Angeles, Rage Against the Machine
427. Presenting the Fabulous Ronettes Featuring Veronica, The Ronettes
428. Kid A, Radiohead
429. Grievous Angel, Gram Parsons
430. At Budokan, Cheap Trick
431. Anthology, Diana Ross and the Supremes
432. Sleepless, Peter Wolf
433. Another Green World, Brian Eno
434. Outlandos D'Amour, The Police
435. To Bring You My Love, PJ Harvey
436. Here Come the Warm Jets, Brian Eno
437. All Things Must Pass, George Harrison
438. #1 Record, Big Star
439. In Utero, Nirvana
440. Sea Change, Beck
441. Tragic Kingdom, No Doubt
442. Boys Don't Cry, The Cure
443. Live at the Harlem Square Club, 1963, Sam Cooke
444. Criminal Minded, Boogie Down Productions
445. Rum Sodomy and the Lash, The Pogues
446. Suicide, Suicide
447. Q: Are We Not Men? A: We Are Devo!, Devo
448. In Color, Cheap Trick
449. The World Is a Ghetto, War
450. Fly Like an Eagle, Steve Miller Band
451. Back in the USA, MC5
452. Music, Madonna
453. Ritual de lo Habitual, Jane's Addiction
454. Getz/Gilberto, Stan Getz and Joao Gilberto Featuring Antonio Carlos Jobim
455. Synchronicity, The Police
456. Third/Sister Lovers, Big Star
457. For Everyman, Jackson Browne
458. John Prine, John Prine
459. Strictly Business, EPMD
460. Love It to Death, Alice Cooper
461. How Will the Wolf Survive?, Los Lobos
462. Here, My Dear, Marvin Gaye
463. Tumbleweed Connection, Elton John
464. The Blueprint, Jay-Z
465. Golden Hits, The Drifters
466. Live Through This,Hole
467. Love and Theft, Bob Dylan
468. Elton John, Elton John
469. Metal Box, Public Image Ltd.
470. Document, R.E.M.
471. Heaven Up Here, Echo and the Bunnymen
472. Hysteria, Def Leppard
473. A Rush of Blood to the Head, Coldplay
474. Live in Europe, Otis Redding
475. Tunnel of Love, Bruce Springsteen
476. The Paul Butterfield Blues Band, The Paul Butterfield Blues Band
477. The Score, Fugees
478. Radio, LL Cool J
479. I Want to See the Bright Lights Tonight, Richard and Linda Thompson
480. Faith, George Michael
481. The Smiths, The Smiths
482. Armed Forces, Elvis Costello and the Attractions
483. Life After Death, The Notorious B.I.G.
484. Branded Man, Merle Haggard
485. All Time Greatest Hits, Loretta Lynn
486. Maggot Brain, Funkadelic
487. Mellon Collie and the Infinite Sadness, The Smashing Pumpkins
488. Voodoo, D'Angelo
489. Guitar Town, Steve Earle
490. Entertainment!, Gang of Four
491. All the Young Dudes, Mott the Hoople
492. Vitalogy, Pearl Jam
493. That's the Way of the World, Earth, Wind and Fire
494. She's So Unusual, Cyndi Lauper
495. New Day Rising, Husker Du
496. Destroyer, Kiss
497. Yo! Bum Rush the Show, Public Enemy
498. Tres Hombres, ZZ Top
499. Born Under a Bad Sign, Albert King
500. Touch, Eurythmics

No site você pode ler a resenha de cada álbum, bem como conhecer a capa do disco. O end é:http://www.rollingstone.com/features/coverstory/featuregen.asp?pid=2164
enviada por Delli



02/02/2004 16:39
Segunda-feira, 08:16, ouvindo Astral weeks do Van Morrisson. O melhor de 2003.

Muito bem, queridos leitores, estou de volta ao meu adorável lar na aclamadíssima Franca do Imperador. Faz MUUUUUUUUITO tempo que não escrevo por aqui, minhas férias foram ótimas mas já é hora de voltar ao trabalho e à minha rotina de ler & e ouvir música de modo sistemático. É evidente que durante as férias e li & e ouvi muitas coisas, também assisti muitos filmes, visitei algumas pessoas e coisas do gênero. Antes de tudo, contudo, creio que devo terminar de descrever Uma casa no fim do mundo, não? Bem, embora o ano tenha apenas começado e, portanto, ainda seja muito cedo para afirmações do tipo, esse livro certamente figurará na minha lista dos melhores, talvez por seu estilo leve, talvez por sua trama fantástica ou talvez por conta das paisagens sulinas que lhe deram uma aura bastante peculiar; todos que leram Proust sabem que as coisas mais simples e banais têm o poder de evocar o mundo que as rodeava quando então tomamos contato com elas, e toda vez que me recordar de minha viagem recordarei do livro & vice-versa, de meus pensamentos & sentimentos e de todo um período de minha vida – banal, é claro, mas enfim, um período da minha vida. Quanto ao livro em si, não posso dizer mais nada sobre a trama, apenas que é uma obra prima e coisas do gênero.
Bem, eu adoraria comentar todas as coisas que li & ouvi & assisti durante as férias mas isso entediaria vocês até a morte e tomaria um tempo considerável da minha vida; assim, vou apenas apresentar breves indicações:

Filmes
A estrada perdida, Cidade dos sonhos e mais recentemente, já em Franca, reviO homem-elefante, de David Lynch, todos clássicos absolutos
Spider, de David Cronenberg, certamente uma das maiores obras primas desse século
Passagem para a Índia, de David Lean
Cidadão Kane, de Orson Welles, sem comentários né?
Chocolate, de Lasse Hallström
X-Men 2, de Bryan Singer
Gênio indomável, de Gus Van Sant
Tia Danielle: perversa e perigosa, de Etienne Chatiliez (péssimo)
Jerry Maguire, de Cameron Crowe, que eu assisti por culpa do King Mob
Barfly, que foi traduzido infamemente por Condenados pelo vício, de Barbet Schroeder
Stigmata, de Rupert Wainwright
Bent, de Sean Mathias
bem como algumas outras coisas que eu já conhecia, como A liga extraordinária, O paciente inglês e Três formas de amar.

Livros
David Cooperfield, de Charles Dickens
Obra completa de Lautréamont, simplesmente obrigatório
Tônio Kroeger & Morte em Veneza, de Thomas Mann
Uma casa no fim do mundo, de Michael Cunninghan
Tractatus Logico-Philosophicos, de Ludwig Wittgenstein
e atualmente estou lendo No caminho de Guermantes, terceiro volume de Em busca do tempo perdido de todo-mundo-sabe-quem.

Música
Os clássicos das férias foram Astral weeks do Van Morrison, Surrealistic pillow do Jefferson Airplane, White light/white heat do Velvet Underground e, é claro, o Rumours do Fleetwood Mac. Só comecei a ouvir coisas novas quando voltei de Pelotas com alguns discos e quando o King Mob apareceu em SP, quando compramos um monte de coisas e quando ele me apresentou um monte de outras.
Bem, comprei mais um monte de discos, como o Astral weeks, o Surrealistic pillow e o Disraeli gears do Cream, muito raros, + o New York do Lou Reed e The other side of mirror de Stevie Nicks, uma ex-integrante do Fleetwood em carreira solo – aliás, uma péssima carreira. Também comprei um CD mais recente do Fleetwood, Tango into the night, de 1987, péssimo. Em vinil ainda comprei o clássico The dark side of the moon do Pink Floyd, que dispensa maiores apresentações.
Por outra lado gravei algumas coisas que o King descolou, como o Blue da Joni Mitchell e o American beauty do Grateful Dead – ambos excelentes.
E quando a Rô voltou de Portugal eu ganhei a coletânea Permanent do Joy Division, uma preciosidade por conter todos os singles da banda, bem como o romance O chão que ela pisa, de Salman Rushdie.

Bem, essas foram minhas férias, acho que já chega, né?

O fim de ano é uma época propícia para reflexões e balanços, como já comentei em algum lugar, mas como eu não estive ‘on-line’ fui poupado disso tudo; mas é claro que eu não poderia deixar de apresentar minhas listas de fim-de-ano. Assim, aqui vai o melhor de 2003:

5 melhores romances
1 – Em busca do tempo perdido de Marcel Proust
2 – Mrs. Dalloway de Virginia Woolf
3 – V. de Thomas Pynchon
4 – Pergunte ao pó de John Fante
5 – Plastic Jesus de Poppy Z. Brite

5 melhores filmes
1 – A estrada perdida de David Lynch
2 – As horas de Stephen Daldry
3 – Cidadão Kane de Orson Welles
4 – Ondas do destino de Lars von Trier
5 – Quase famosos de Cameron Crowe

5 melhores CD’s (tarefa impossível)
1 – Rumours do Fleetwood Mac
2 – Astral weeks do Van Morrison
3 – Surrealistic pillow do Jefferson Airplane
4 – Hunky Dory do David Bowie
5 – Revolver dos Beatles

enviada por Delli






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